Como a tecnologia tem influenciado e como irá influenciar o segmento jurídico?

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Por Peronne dos Reis Jorge Filho.

A tecnologia tem sido considerada como um fator preocupante para muitos advogados conservadores e um fator de fascínio para outros vanguardistas que preveem um aumento significativo de produtividade e de eficiência. O que é inegável, é que a tecnologia está andando a passos largos, com uma nova disruptura do modelo da advocacia.

Há poucos anos, não se imaginava um escritório de advocacia sem uma sala abarrotada de pastas com arquivos físicos, a pergunta era como confiar em uma máquina na hora que eu precisar de um processo fora do escritório, hoje praticamente todos advogados tem um smartphone com capacidade de consulta a sistemas e arquivos em qualquer local ou circunstância e o papel ficou em segundo plano.

Hoje, aqui do Brasil, já é realidade a robotização de processos, não só jurídicos como também de gestão, grandes escritórios, principalmente os que atuam com processos massificados, já utilizam a seu favor esta tecnologia que foi possível a substituição de trabalhos repetitivos até então realizados por advogados, por máquinas que realizam tal tarefa com a mesma qualidade, entretanto, com a metade das pessoas trabalhando e aumentando a quantidade dos processos atendidos em 20%, como no caso da banca JBM em 2014. Na mesma esteira, hoje temos sistemas de “Workflow” capazes de identificar a produtividade individual de cada colaborador distribuindo o serviço e indicando os métodos que as tarefas devem ser executadas, calculando o tempo médio do resto da equipe e corrigindo os eventuais desvios de padrão. Acima de tudo, não permite que os colaboradores fujam dos parâmetros e processos estabelecidos pela área estratégica da empresa.

Em assonância a isto, os processos jurídicos já podem ser previamente analisados e calculados as suas chances de sucesso através robôs que fazem em minutos a leitura de Sentenças e Acórdãos em todo território nacional acerca de determinado caso, para aferição de tendência jurisprudencial em questão de segundos; isto significa que um sistema de inteligência artificial consegue ler milhares de decisões judiciais e criar previsões fundamentadas nas tendências evidenciadas e como resultado, a banca pode construir um plano de ação pautado em tendências fundamentadas em dados reais.

Os dados citados acima, são realidade de alguns poucos escritórios em nosso país, entretanto, com a redução de custos, aumento de eficiência, eficácia e produtividade, não será possível para um advogado que não possui as mesmas ferramentas competir no mesmo nicho de mercado com estes escritórios que detém a tecnologia a seu favor.

Alguns questionamentos importantes que devem ser analisados pelos sócios dos escritórios são: Ao se colocar no lugar de um cliente você daria as suas causas para quem leva um dia para lhe dar um retorno importante sobre seu processo, pois vai buscar a pasta física no arquivo ou para quem tem a informação na hora que necessita? Você daria seus processos para um escritório que baseia seus planejamentos em feeling, ou em análises realizadas em processos semelhantes de todo País?

É verdade que muitas das tecnologias mais avançadas de processos jurídicos não servem para todos os escritórios; deve-se analisar o tamanho, o segmento, os objetivos e mensurar os resultados esperados, entretanto, para gestão, sempre é possível utilizar a tecnologia em algum ponto do escritório jurídico; em menor ou maior grau as bancas devem se adaptar / modernizar para permanecer no mercado ou, no mínimo, aumentar a sua eficiência, eficácia e seu lucro.

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